O Meu Jardim Secreto   5 comments


 

Meu Jardim Secreto

 

Nem a profundeza do tempo

Nem a tirania da paixão

Tão pouco o insensível desprezo

Vai tirar-me a razão.

 

Sou o gravitar do amor.

Com todos os matizes e cores

Perfumes em todas as flores

Do teu jardim secreto.

 

Quando fechares os olhos

Serei eu habitando  vielas tuas ?

Quando olhares o céu eu serei o teu anelo?

Isso pelo muito que te quero.

 

Minha alma quer enfeite,

Não há flor que não lhe deite.

São desse amor manifesto

É o meu jardim secreto.

 

Denise Figueiredo 

©2010

 Do livro

 Meus sonhos

 

 Rascunhos & Sentimentos

 

 

  Secret Garden

 

Ni la profundidad del tiempo

Ni la tiranía de la pasión

Ni la indiferencia cruel

Me tomará derecha.

 

I gravitan hacia el amor.

Con todos los matices y los colores

Perfumes en todas las flores

Haga su jardín secreto.

 

 

Cuando usted cierra los ojos

¿Estoy viviendo los callejones de su

Cuando usted mira el cielo Voy a ser tu deseo.

Esto es debido a todo lo que quieras.

 

Mi alma quiere ornamento,

No hay flor que no se acuesta.

Se manifiestan este amor

Es mi jardín secreto.

 

Denise  Figueiredo

©2010

 Do livro

 Meus sonhos

 

 Rascunhos & Sentimentos

 

 

 

 

 

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Publicado março 20, 2010 por Denise Figueiredo em Cirandas & Coletâneas

5 Respostas para “O Meu Jardim Secreto

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  1. A Melhor Maneira de Viajar é Sentir Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras. Sentir tudo excessivamente, Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas E toda a realidade é um excesso, uma violência, Uma alucinação extraordinariamente nítida Que vivemos todos em comum com a fúria das almas, O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos. Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas, Quanto mais personalidade eu tiver, Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver, Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas, Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento, Estiver, sentir, viver, for, Mais possuirei a existência total do universo, Mais completo serei pelo espaço inteiro fora. Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for, Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo, E fora d\’Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco. Cada alma é uma escada para Deus, Cada alma é um corredor-Universo para Deus, Cada alma é um rio correndo por margens de Externo Para Deus e em Deus com um sussurro soturno. Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito, Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo! Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande, As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra. Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso. Todo o Mundo com a sua forma visível do costume Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso, Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça. Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva! Mãe verde e florida todos os anos recente, Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal, Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis Num rito anterior a todas as significações, Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales! Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões, Grande voz acordando em cataratas e mares, Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança, Em cio de vegetação e florescência rompendo Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso A tua própria vontade transtornadora e eterna! Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados, Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones, Mãe caprichosa que faz vegetar e secar, Que perturba as próprias estações e confunde Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos! Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino! Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima Volteia serpenteando, ficando como um anel Nevoento, de sensações reminescidas e vagas, Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso. Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente Meu coração a ti aberto! Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático, Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos, Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre, Sou um monte confuso de forças cheias de infinito Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço, A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo, Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas, Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos. Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo. Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão, No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais. Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima, Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo De chamas explosivas buscando Deus e queimando A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica, A minha inteligência limitadora e gelada. Sou uma grande máquina movida por grandes correias De que só vejo a parte que pega nos meus tambores, O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis, E nunca parece chegar ao tambor donde parte… Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si, Cruzando-se em todas as direções com outros volantes, Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus. Dentro de mim estão presos e atados ao chao Todos os movimentos que compõem o universo, A fúria minuciosa e dos átomos, A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos, A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam, A chuva com pedras atiradas de catapultas De enormes exércitos de anões escondidos no céu. Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh\’alma. Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode, Freme, treme, espuma, venta, viola, explode, Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge, Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida, Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes, Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos, Sobrevive-me em minha vida em todas as direções! Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

  2. Ciranda Poética – “O meu Jardim Secreto”Venha conferir os resultados:http://cirandapoetica.spaces.live.com/Votos de uma boa semana.Saudações Cordiais“Rascunhos & Sentimentos”

  3. Use um pincel e suas tintas,pinte o seu paraíso e entre nele.Acredite na beleza dos seus sonhose na sua capacidade de realizá-los!Linda semana…beijinhos.

  4. Que seja belo e alegre teu despertar.Que nele encontre todas as coisasbonitas desta vida.O canto dos pássaros.O perfume das flores.O sorriso de uma criança.A pureza de um olhar.O calor de um amor.E que teu coração mantenha semprea porta aberta, para receber tudo debom que a vida te reserva!Beijos com carinho.

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