Ser Raiz   1 comment


 

 

Ser Raiz

 

Ser folha ou vento,

Juro!

Não quero ser.

Raiz?

Ainda tento,

Para flores e cores,

Fazer viver!…

 

Ainda ontem deixei caídas as cortinas da sala para que,

 não vendo o sol que lá fora o jardim clareia, não sofresse mais.

Dói-me na alma tanta luz, até fecho os olhos para não ver.

Com a permissão do rei colhi sempre com os olhos,

salvo as flores que depositou nos meus vasinhos despretensiosos de súdita.

Essas, eu limpei e adornei com galhos e reflexos na água que as rodeia.

Sou sabuja e inducta.

Não mereço as chaves que recebi. Mas as uso.

 Fotografo palmo a palmo o lindo jardim.

 Pode ser que um dia as flores morram…

É certo morrerão!

O amor de quem as cuidou,sim esse é imortal.

O meu reino é lateral,

minhas mãos tateiam os mesmos muros.

E o mesmo mar que em meus rochedos espuma

 é o que ondula nas praias do rei.

O vértice da montanha,

 o sopé da serra,

tudo é de sua majestade.

 O que me restou?

Os pastos verdejantes!…

Posso eu reclamar se o muro que minhas mãos

 tocam é o mesmo de el rei?

Presumo, não sou infalível,

as bodas do rei é ou será o final de meus passeios.

 

Viagem marcada ,

 sou letra que fala,

sou nota que canta

 e que na poesia,

busca ouvir falar o amor

 e o cantar do sabiá.

Pois adulo a poesia

 e sou induzida por ela.

 

Denise Figueiredo

Extraído do Livro Perolas

 

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Publicado janeiro 8, 2010 por Denise Figueiredo em Poesias

Uma resposta para “Ser Raiz

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  1. Raízes e folhas tem oseu destinos intimamente ligados, sendo que as raízes dão origem ás folhas, logoque estas morram definitivamente .logo morrem também as raízes,E como folhas há muitas e variadas, aqui fica uma poesia minha que tem as folhas como tema principal:As FolhasFolhas simples e singelas,Muito bonitas elas são,Verdinhas na Primavera,Amarelas em fim de Verão.As folhas verdes viçosas,Encanto dos passarinhos,Nos ramos entrelaçados,Aí vão fazer os ninhos.No Outono a Floresta,De belas folhas, colorida,Com o vento fazem festa,Mesmo no fim da vida.Folha branca imaculada,Onde tudo pode pousar,Desde a ideia inacabadaAo projecto a realizar.Folhas que são memórias,De romances e enredos,São contos, são histórias,Verdades, mentiras e segredos.Há folhas amachucadas,Deitadas ao lixo sem dó,Há folhas bem guardadasEm prateleiras cheias de pó.Há folhas que são rasgadas,Para manter os segredos,Muitas outras arquivadas,Perpetuando assim os medos.António Feliciano , Verão de 2009

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