Não há barreiras para o amor.   1 comment


FOTO montagem 

 Ponte que liga Buda à Peste sobre o rio Danúbio Hungria  e  Bondinho do pão de açúcar no  Rio de Janeiro

Não há barreiras para o amor

 

 

Tropeçando em palavras tentei realizar com letras um momento que estou vivendo.

Foram uns quatro anos (um tempo) ali naquele lugar sempre voluntariamente, mesmo quando era requisitada.

Aprendi a dar e por mais que dê sempre sobra vontade de doar mais.Então nada é contabilizado.

Apenas o tempo passou…

 

 

"Cada um tem o seu tempo e o seu lugar e se não der certo vai ter que acabar.
Outros tempos, outros lugares, outros afectos para amar; porque a vida não para, o tempo perdido nunca será recuperado e vivendo, ou deixando o tempo correr, um dia o nosso tempo acaba"(de Maria Jose Lacerda,
http://mariajoselacerda.spaces.live.com/blog/cns!DF653C10DBD5956C!1355.entry)

 

Por isso, quando li esse texto, nada foi pensado, desanquei a escrever, veio como um desejo de agradecer a Deus pela vida do esposo de minha amiga,que na quinta-feira dia 7 de Janeiro partiu seguindo sua última viagem.Todavia o sepultamento só no Domingo dia 10 de Janeiro  viria acontecer.Isto porque seus filhos moram em outro pais e precisavam estar presentes.

 

Nesse período em que o mal de Alzaimer o definhou, nesse contacto pude aprender mais, a entender coisas que a correria do dia a dia nos poda a visão estratégica da vida, para entendê-la como o período máster da alma.

 

O corpo é limitado a alma não.

 

Vivi um  tempo limitada,mas  passei limitada por tudo. Hoje não tenho mais limites, escrevo o que é ilimitadamente, sonho, pensares, desejos ou mesmo o que  vejo , escuto e cataliso pelos meus dedos.

Amanhã posso não ter tempo de dizer te amo ou tomar a iniciativa em ações de amor.

Quando via o meu amigo ali deitado na cama hospitalar no quanto do casal, dependendo do enfermeiro para tudo, a esposa, a filha, eu e todos os parentes e amigos se mobilizando para que nada lhe faltasse.

As suas  palavras, quando falava, sempre escutava mais que falava com  os filhos que ligavam quase todos os dias do país onde moram.

Era raro dizer estava bem, ele os queria perto e não estavam, assim manifestava  o carinho dizendo estava mal por não estarem ali.Bom pai, amigo dos amigos e sobre tudo esposo amantíssimo.

Algo me assustava, ele já não conhecia nada nem ninguém, o passado passara,mas o nome da esposa não lhe sumia  da boca.

Hoje entristecida, saindo para trabalhar no caminho fui colocando no papel e lembrando as ocorrências desse curto período (apenas tempo) de quatro anos que ali sentei praça.

 

A cadeira do papai na sala ele sentado, o gato derramado nos seus pés, o enfermeiro sentadinho, um filho que ele gerou nesse sofrimento, ao lado, ou o ajeitando e alimentando.

Como posso esquecer  os seus  gritos  da hora do banho e que  terminava em alegria  porque gostava de  estar arrumado.Fica no ar os acenos de mão quando eu chegava, e quando eu não aprecia perguntava onde eu estava.

 

Nisso tudo minha alma se alarma, impaciento-me às vezes, quando vejo pessoas tão apegadas ao ego, que destrata, maltrata humilha pessoas que muitas das vezes hipotecou amizade.

 

Deixo meu posto nesse voluntariado de minha alma, consciente de que foi um período já determinado por Deus, entendendo que não merecia a chave desse jardim, (eu tenho a chave da casa) lá entro a hora que quero e bem entendo e é preciso. Mas o meu reino é lateral ao do que nos criou  e que deu o período e esse acabou.

 

Considerar-me menos por que sirvo é  totalmente errado, considero-me igual e assim senti a dor , que foi totalmente normal à NATUREZA.

 

Não idolatro a ninguém, Apenas um agradecimento a Deus pela vida desse amigo, e de toda sua família pela oportunidade de aprender a aprender que eu tive.

 

Uma nota.

 

Muitas poesias escrevi nesse período fértil de minha vida de letras, o que poucos sabiam é que eram endereçadas  dele para ela ou dela para ele.

Muitas escritas na casa deles, e de pronto lhe amostrava, ela  ficava  toda boba  e as adorava, eu via nos olhos que brilhavam, como se ela  escrevesse para ele ou que ele  tivesse escrito para ela.

 

Vivi um momento especial que acaba agora.

Mas certamente outro está começando aqui e agora.

 

Porque o amor não tem barreiras

&

Feliz o ser que sonha e realiza pensando no próximo.

 

Denise Figueiredo

Um História real 10-01-2010.

Anúncios

Publicado janeiro 11, 2010 por Denise Figueiredo em Homenagens

Uma resposta para “Não há barreiras para o amor.

Assinar os comentários com RSS.

  1. Quero ser teu amigo/aNem demais e nem de menosNem tão longe e nem tão pertoNa medida mais precisa que eu puderMas amar-te como próximo, sem medida,E ficar sempre em tua vidaDa maneira mais discreta que eu souberSem tirar-te a liberdadeSem jamais te sufocarSem forçar a tua vontadeSem falar quando for a hora de calarE sem calar quando for a hora de falarNem ausente nem presente por demais,Simplesmente, calmamente, ser-te paz.É bonito ser amigo,Mas confesso,É tão difícil aprender,Por isso, eu te peço paciênciaVou encher este teu rostoDe alegrias, lembranças!Dê-me tempoDe acertar nossas distâncias!…Vim deixar um super beijo, desejarque tenhas uma boa noiteespecialmente tranquila e abençoadaPaz e Luz No teu Coração!!!Beijinhos…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

De Janeiro a Janeiro

by Mariana Alcântara

Espaço de Celina

Criação literária de Celina Bittencourt

Paulo Alexandre Henriques

Escritor e Poeta português

Gotasdepoesia's Blog

Just another WordPress.com weblog

%d blogueiros gostam disto: