Arquivo da categoria ‘Poesias faladas

FLORES E FOLHAS SECAS   5 comments


  

FLORES E FOLHAS SECAS

As flores que eu colhi,
Contei todas, uma a uma,
Secas no meio das folhas
Do livro que hoje eu lia…
Guardei até as folhas!…
Pois nela julgava,
continham algo…
Era o que me ia n’alma,
Pelo tempo…
Não errei.
Hoje abro a primeira página,
Nela busco a rosa colhida
No dia  da partida da bela inocência
No limiar da adolescência…
Vou olhando vou  tocando
As pétalas visualizando!…
Os amigos, os amores, vão chegando,
Com alma, aromas e cores…
Um jardim florindo aqui dentro
Brotam  raízes!…
Afloram orquídeas, azaléias, cravos,
Um caramanchão de rosas,
Todas e todos a minha volta…
São amigos novos que chegaram,
Hoje com eles tomo café,
São minhas crianças,
Com elas divido a fé…
São os netos a minha volta
A pedir muitas estórias,
Ou mesmo a nossa história,
Eu sentada em um banquinho…
Vou contando e em flores vou tocando
Eu contando e eles se admirando!
Como flores viram histórias,
E das secas faz-se um jardim.
Denise Figueiredo
Em
Dois Povos
um destino
2ª Antologia LiteráriaAno II 2006
Ed Abrali
Grupo Ecos da Poesia
FLORES SECAS Y HOJAS

Las flores que recogió,
En total, uno por uno
Las sequías en el centro de las hojas
El libro que he leído hoy …
Guardé las hojas! …
Debido a que en su opinión,
había algo …
Era lo que estaba pasando en su alma,
Por el momento …
No mal.
Hoy abro la primera página
Busco su rosa cosechada
En el día de la salida de la hermosa inocencia
En el umbral de la adolescencia …
Voy a ver jugar
Pétalos ver! …
Amigos, amantes, llegar,
Con el alma, los olores y colores …
Un jardín en flor aquí
Brotar raíces! …
Afloramiento orquídeas, azaleas, claveles,
Una enramada de rosas,
Todos y cada uno alrededor de mí …
Los amigos son recién llegados,
Hoy me tomo un café con ellos,
Ellos son mis hijos,
Con ellos comparto la fe …
Ellos son los nietos a mi alrededor
Hacer muchas historias,
O incluso de nuestra historia,
Me senté en un taburete …
Cuento con flores y tocando yo
Yo admiraba ellos y siguen contando!
Ha visto historias como las flores,
Y es el jardín seco.
 
Denise Figueiredo
Em
Dois Povos
um destino
2ª Antologia LiteráriaAno II 2006
Ed Abrali
Grupo Ecos da Poesia
 
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Publicado junho 16, 2010 por Denise Figueiredo em Poesias faladas

Em Algum Lugar do Passado   3 comments


 
Em algum lugar do passado
Em algum lugar do passado busquei!…
Nessa hora pensei seria o fim
Trabalhos?De nenhum deles eu lembrei
Nem dos que suas costas deram pra mim
Só me veio à memória fraca,
A infância e os pés no chão frio.
No presente deixou a forte marca,
A vida é mar e não um grande rio!…
No estuário onde me encontro,
Olhos voltados para o passado,
Busco no presente o reencontro.
Que me desçam as águas volumosas,
Que eu venha pisar forte e sonhar,
Com as lembranças passadas e gostosas.
Denise Figueiredo
” In Segredos”

Publicado outubro 13, 2009 por Denise Figueiredo em Poesias faladas

A Mentira no Fio da Morte   1 comment


 

A Mentira no Fio da Morte!

Sua garganta suplanta em tudo
Fala e choca a si próprio
Leviano e mais  parece o entrudo
Carnaval tresloucado do Anfilófio

Mente e mostra que é homem, não mulher!
Calculista!Simples alfarrabista!
A luz que brilha nos outros sempre quer
Mantendo seu lado frio e calculista

Defende os outros para se defender
Esquece em quem pisa para subir
E, se fez não lembra de tanto mexer.
Sorri e canta para se iludir

Espalha medo, engrossa fileiras,
Daqueles que têm medo de sobreviver.
És guarda inútil em suas soleiras
Aguardando a hora para morrer.

Noites vazias que passas a beber,
Da vida sofrida  és despedida,
No fundo! No fundo!Para que viver?
Cresceste dolorida, sendo iludida!

O  Anfilófio,  ser inaudito,
Nem mais nem que, meio homem meio mulher,
Às vezes, pelo mundo, dito maldito!
É a fantasia que o povo quer.

É dele que trazes a semelhança,
Iludidos todos que conduziste,
Corres na vida, com vaga lembrança.
Foi pouco ou nada que usufruíste.

Es batalha! Es a  luta vencida!
Daqueles que te olham como tu es
Absurdo invento! Mal já vencido!
Que olhas os de Deus como simples rales!


Denise Figueiredo
“ Respostas”

Publicado outubro 2, 2009 por Denise Figueiredo em Poesias faladas

Primavera   1 comment


 

 

A Primavera  
Primavera é um botão
Do Verão se aproxima
Do inverno distancia-se
Do outono quer saber não
Rosa, azul, verde e amarelo
Cores pra que te quero
Enfeitar lares, ruas e praças
Gentes, animais e a nação
Muda tudo e dá cor,
 vida  e  também  amor
Transforma dores em tons
Com nuances de um olhar
E não se faz nenhum favor
A luz do sol é mais forte
O dia começa a alongar
De alegria se dança e canta
Há mais emoção no olhar
Na primavera da vida
Vê-se tudo e mais além
As alegrias, os tons as nuances…
Tudo isso por amar alguém.
Denise Figueiredo
” In Segredos”

 

Publicado setembro 21, 2009 por Denise Figueiredo em Poesias faladas

Ah!… Gaivotas…   7 comments


 
Ah!… Gaivotas…
Abro a janela debruçada sobre o rio
Os gerânios que plantei, estão florindo!…
Sorriem para mim
Tal e qual imaginei que seria
As mesmas gaivotas cantadeiras!…
Revoando sobre o Tejo como D.Amália cantou.
O mesmo Tejo que Carlos do Carmo exaltou,
Até as docas e vagas contou!.
Contou e não encontrou o número certo dessa agonia,
Que é saber de Lisboa o máximo que ela tem.
É andar de dia
E à noite cantar o fado!…
O que me traz aflição?
É de fato o pequeno almoço brejeiro?
Ou o fado que trago na memória
Que passamos a noite a cantar?
Silêncio vai cantar o Fado!
Seguem-se as múltiplas emoções!…
Da voz, da interpretação e da figura em ação!
O xaile preto? É marca desta forte canção!
O xaile que age como um selo,
O vinho não falta sobre a mesa,
As guitarras choram a tocar,
O fado é uma vida a desfolhar-se.
O Tejo banha Lisboa
Subidas e descidas, narinas impregnadas,
Com o cheiro que tem Lisboa,
Varinas cantam para seu peixe entregar
É a emoção que nos toma o coração
Quando abro a janela
E debruçada sobre o Tejo
Vejo Lisboa acordar!
Denise Figueiredo
” In Cantos do Mundo”
Ed Abrali

   

Publicado setembro 17, 2009 por Denise Figueiredo em Poesias faladas

Sem Amor ?   3 comments


  
Sem Amor ? 

O que somos?…
Quem somos?…
Sem amor?…
Sem amar?…
Sou casulo
Sou folha verde
Sou libélula encantada
Mas sem amor? Não sou nada.
Sou cacimba,
Sou água a jorrar,
Poço seco, sem amor…
Mendigo sedento a chorar!…
Eu renasço a cada dia.
Pulo, canto! Sou só alegria!
Se me amam, me encantam.
É morte à dor e a melancolia.
Quem sou eu sem amor?
Sou um nó na linha da vida,
Dolorida e carcomida.
Sinto que não passo
 De mais uma alma enxerida,
Entrando em muitas vidas
Saindo sem despedidas
De encontros repentinos
Totais e completos desatinos.
Sem amor?
Eu não sou nada
Por amar menos ainda
Meu amor? Nada é meu,
Porque esse amor…
 E´ todo Teu.
Denise Figueiredo
” IN Cantos do Mundo”
Abrali Edt.

Publicado agosto 30, 2009 por Denise Figueiredo em Poesias faladas

Viagem da alma   3 comments


   
 
 
Viagem da Alma 
 
Eu ia sem malas,
Delas me desfiz
Quando percebi
Que a vida ficava amarrada.
Nelas eu colocara
Toda sorte de velharias.
Passado, presente, futuro
Mágoas, orgulho, ansiedades!
O passado e as mágoas
Não me deixavam enxergar…
E fraco eu ficava,
Para no presente eu lutar.
O orgulho, maligno sentimento
Não deixava em nenhum momento
Eu usar o pensamento
E ver toda essa ilusão.
Dentro da mala,
Lá estava a ansiedade
Que corroia minhas energias
E entopia meu coração.
A mala pode ser extraviada
E a bagagem perdida.
Um dia, eu a tive também
E recupera-la foi muito sofrimento.
Quando a achei,
Tudo nela  se transformou
E olhe que a mágoa dobrou,
De ansiedade o orgulho aumentou.
Hoje no auge dessa viagem,
Indo sem nenhuma bagagem,
Dessa vez não perdi a mala,
A mala foi pra fogueira
e com ela a minha dor.
Não de qualquer maneira,
Foi de caso pensado
Também por estar cansado
Quero começar zerado.
Quando me vi sem mágoas,
Do orgulho liberto.
A ansiedade acabou,
O meu coração descansou,
Amou de uma forma tal
Que para muitos
Parece anormal
Mas me livrou de todo o mal!!!!!!!!!!!
 
Denise Figueiredo .

 " IN  Terra Latina"

EDt Abrali 2004 

Publicado agosto 29, 2009 por Denise Figueiredo em Poesias faladas

De Janeiro a Janeiro

by Mariana Alcântara

Espaço de Celina

Criação literária de Celina Bittencourt

Paulo Alexandre Henriques

Escritor e Poeta português

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